Doenças osteomusculares
Hérnia de disco, lombalgia, tendinite, LER/DORT, síndrome do túnel do carpo. Causas frequentes em quem carrega peso ou trabalha repetitivamente.
Se uma doença ou acidente está impedindo você de trabalhar por mais de 15 dias, o INSS deve pagar o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença). É o seu direito, não favor. Mostramos quem tem direito, quanto recebe, o que levar na perícia e — principalmente — o que fazer se o INSS negar (acontece em mais de 50% dos casos).
O auxílio por incapacidade temporária — nome oficial após a Reforma — é o benefício pago pelo INSS ao segurado que, por motivo de doença ou acidente, fica incapaz para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos. Os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador; a partir do 16º, é o INSS.
Para ter direito, você precisa cumprir três requisitos: (1) ser segurado do INSS (estar contribuindo ou em período de graça); (2) ter cumprido a carência de 12 contribuições mensais — exceto em acidentes do trabalho, doenças graves listadas ou auxílio-doença acidentário (estes não têm carência); e (3) comprovar a incapacidade por meio de perícia médica do INSS.
O índice de indeferimento ultrapassa 50% — muitas vezes por erro do perito, falta de documentos ou interpretação restritiva. É possível recorrer administrativamente ou ingressar com ação judicial, e em muitos casos o benefício é concedido com efeitos retroativos.
Hérnia de disco, lombalgia, tendinite, LER/DORT, síndrome do túnel do carpo. Causas frequentes em quem carrega peso ou trabalha repetitivamente.
Depressão, ansiedade, burnout, transtorno bipolar. O CID F é uma das causas que mais cresce nos benefícios INSS.
Infarto, AVC, insuficiência cardíaca. Após o evento, normalmente é concedido o benefício até estabilização.
Qualquer neoplasia maligna isenta carência. Pode ser convertido em aposentadoria por invalidez se incapacidade for definitiva.
Pós-cirúrgico de coluna, joelho, ombro, próstata. Tempo de afastamento conforme atestado médico.
Insuficiência renal crônica em hemodiálise — outra hipótese de doença grave que isenta a carência.
Auxílio-doença acidentário (B91): não exige carência e gera estabilidade de 12 meses no emprego ao retornar.
Doença com tratamento especial pela lei: isenção de carência e prioridade no atendimento.
Tuberculose ativa, hanseníase, doença de Parkinson, alienação mental, espondiloartrose anquilosante, esclerose múltipla, paralisia irreversível. Todas isentam carência.
Atestados, exames, prescrições, relatórios. Quanto mais documentos circunstanciados, melhor para a perícia. Atestado vago é o primeiro motivo de negativa.
Peça ao seu médico um relatório detalhado: diagnóstico, CID, exames realizados, tratamento, e — fundamental — quanto tempo de afastamento ele recomenda.
Solicite o benefício pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135. Você receberá data e local da perícia médica.
Compareça à perícia com TODOS os documentos. Se for negado, podemos entrar com recurso administrativo (em até 30 dias) ou ação judicial direta — em ambos os casos, com possibilidade de receber retroativo desde o pedido inicial.
O cálculo considera a média dos 80% maiores salários de contribuição, multiplicada por 91% — mas existem um teto e um piso. Em 2026, o valor mínimo é o salário mínimo vigente e o teto é o teto previdenciário (~R$ 8.157). Em casos de acidente do trabalho (B91), pode haver acréscimo de 25% por necessidade de assistência permanente.
A regra geral é 12 contribuições mensais de carência. Mas há várias exceções sem carência: acidente do trabalho (B91), câncer, AIDS, tuberculose ativa, esclerose múltipla, doença de Parkinson, hanseníase, alienação mental e outras doenças listadas em lei.
Primeiro, peça a carta de indeferimento e o laudo da perícia no Meu INSS. Em seguida, você tem dois caminhos: recurso administrativo (em até 30 dias da negativa) ou ação judicial direta. Em muitos casos a Justiça concede o benefício com retroativos desde o pedido original — vale procurar um advogado especializado para analisar gratuitamente.
Vai até a data marcada na “alta programada” (geralmente 30 a 120 dias). Se você ainda estiver incapaz, deve pedir prorrogação nos 15 dias anteriores ao fim do benefício, pelo Meu INSS. Sem prorrogação, o benefício é cessado automaticamente.
Não. O benefício pressupõe incapacidade para o trabalho. Voltar a trabalhar (mesmo informalmente) durante o auxílio-doença pode caracterizar fraude e gerar obrigação de devolver tudo, além de processo criminal. O auxílio-doença é diferente do auxílio-acidente, que permite acumulação com salário.
Durante o gozo do benefício, o contrato fica suspenso — não pode haver demissão. No retorno, se for auxílio acidentário (B91), há estabilidade de 12 meses. Se for doença comum (B31), a demissão é possível, mas não pode ser por motivo da doença (caso contrário, gera reintegração e danos morais).
Pedido novo, recurso ou ação judicial — a primeira análise é gratuita e te dizemos exatamente o melhor caminho para você.